Novo ano, Novo você, Novos objetivos. 🥂🍾 Comece 2024 com 70% de desconto no 12min Premium!
QUERO APROVEITAR 🤙Operação Resgate de Metas: 63% OFF no 12Min Premium!
Novo ano, Novo você, Novos objetivos. 🥂🍾 Comece 2024 com 70% de desconto no 12min Premium!
Este microbook é uma resenha crítica da obra:
Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.
ISBN:
Editora: 12min
Uma ligação de noventa minutos. Esse foi o tempo que Donald Trump e Vladimir Putin passaram ao telefone nesta quarta-feira, vinte e nove de abril de dois mil e vinte e seis. O Kremlin descreveu a conversa como "franca e de caráter empresarial." Trump, ao falar com jornalistas na Casa Branca, disse que foi "uma boa conversa" e que, ao contrário do que Moscou divulgou, o foco principal foi a Ucrânia, e não o Irã.
Os dois líderes não chegaram a nenhum acordo concreto. Mas a ligação aconteceu num momento em que o mundo está de olho em vários relógios ao mesmo tempo... e todos parecem estar correndo.
A guerra na Ucrânia entrou no seu quinto ano em fevereiro. Neste mês, forças russas lançaram um dos maiores ataques coordenados desde o início do conflito: mais de seiscentos drones e mísseis em direção à cidade de Dnipro, entre os dias vinte e quatro e vinte e cinco de abril. Pelo menos cinquenta e oito civis foram mortos em diversas regiões do país, segundo o monitoramento do ACLED. Do outro lado, a Ucrânia atacou refinarias de petróleo em território russo, nas regiões de Yaroslavl e Samara, além de navios da Frota do Mar Negro em Sebastopol.
Uma trégua de trinta e duas horas na Páscoa Ortodoxa, em meados de abril, ruiu rapidamente sob acusações mútuas de violações. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse em vinte e dois de abril que Moscou não vê vontade política em Kiev para encerrar o conflito. O chanceler russo Sergei Lavrov foi mais direto ainda: em dezoito de abril, disse que a Rússia não tem pressa para retomar negociações.
Na ligação desta quarta, Putin fez uma proposta: um cessar-fogo temporário para coincidir com o Dia da Vitória, comemorado em nove de maio na Rússia — data que marca a derrota nazista na Segunda Guerra Mundial. Trump apoiou a ideia, segundo o assessor do Kremlin Yuri Ushakov, que descreveu a reação americana como positiva.
Mas Trump foi além. Ele disse que acredita que um acordo de paz está "próximo." E, ao ser informado de que Putin se ofereceu para ajudar os Estados Unidos no processo de enriquecimento nuclear do Irã — um dos temas centrais das negociações com Teerã —, Trump revidou com uma condição: "Eu disse a ele que prefiro muito mais que você se envolva em encerrar a guerra na Ucrânia."
Ushakov confirmou que tanto Putin quanto Trump expressaram avaliações "essencialmente semelhantes" sobre o comportamento do governo Zelensky, descrito pelos dois como uma liderança que, instigada pela Europa, estaria prolongando o conflito intencionalmente. Kiev não reagiu publicamente à ligação até o fechamento deste texto. A Europa também não foi consultada.
Essa pergunta circula há mais de dois anos em Washington — e a resposta honesta é: depende do tipo de munição.
Em fevereiro de dois mil e vinte e seis, um relatório citado pelo Kyiv Post mostrou que os Estados Unidos usaram entre um quinto e um quarto de todo o estoque de interceptores THAAD produzidos desde dois mil e dez — apenas nos primeiros combates contra drones e mísseis iranianos no Golfo Pérsico. O Pentágono teme que um ataque iraniano em larga escala possa consumir o estoque de anos de produção em um ou dois dias.
Trump chegou a culpar a Ucrânia pelo esvaziamento dos arsenais americanos. Em março de dois mil e vinte e seis, afirmou em reunião com o primeiro-ministro japonês que os estoques "foram reduzidos por tudo que foi dado à Ucrânia." O Kyiv Post fez uma checagem dessas declarações e concluiu que elas são falsas: os equipamentos enviados à Ucrânia eram majoritariamente terrestres — tanques, canhões, foguetes —, enquanto o desgaste atual do arsenal americano está concentrado em defesas aéreas usadas contra o Irã, um tipo de armamento diferente.
O Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais, o CSIS, havia alertado anos antes que Javelins e mísseis Stinger transferidos à Ucrânia poderiam levar mais de uma década para ser repostos. A base industrial americana não foi dimensionada para guerras simultâneas em múltiplos teatros. Hoje, com os Estados Unidos envolvidos em dois conflitos ao mesmo tempo — indiretamente na Ucrânia e diretamente no Golfo —, essa limitação ganhou peso real.
Há uma data que aparece nas conversas de diplomatas, analistas e traders: quatro de julho de dois mil e vinte e seis. Nesse dia, os Estados Unidos comemoram duzentos e cinquenta anos de independência. A celebração, chamada de "Semiquincentennial" ou "Freedom dois cinquenta," já está em andamento há meses, com eventos por todo o país, uma frota naval em Nova York e um projeto de arco comemorativo no National Mall, em Washington.
Segundo reportagem da WCBM News, Trump estaria trabalhando para fechar um acordo de paz na Ucrânia até essa data — uma vitória diplomática que coincidiria com o maior evento patriótico do seu mandato. Não há confirmação oficial da Casa Branca, mas a pressão do calendário existe e é real.
Além disso, a Copa do Mundo de dois mil e vinte e seis começa em junho, co-sediada pelos Estados Unidos, Canadá e México, com jogos em dezessete estádios americanos. Na véspera do Quatro de Julho, haverá até uma partida das oitavas de final no Lincoln Financial Field, em Filadélfia. A atenção política e logística americana estará dividida entre celebrações, segurança de grandes eventos e, ao mesmo tempo, dois conflitos ativos no exterior.
Tudo isso cria um incentivo diplomático claro para Washington fechar a questão ucraniana antes do verão americano. Mas incentivo não é o mesmo que capacidade — e os obstáculos no terreno são imensos.
No Polymarket, a maior plataforma de mercados de previsão do mundo, mais de catorze vírgula cinco milhões de dólares foram apostados na pergunta "haverá cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia até o fim de dois mil e vinte e seis?" Atualmente, a probabilidade de "sim" está em vinte e seis por cento — ou seja, a maioria dos apostadores acredita que o conflito vai continuar além de dezembro.
Para as perguntas de curtíssimo prazo, o ceticismo é ainda maior: as chances de um cessar-fogo até trinta de abril estão em zero por cento. Até maio, em quatro por cento. Até junho, em oito por cento.
Nos mercados financeiros tradicionais, a análise do BNP Paribas e do banco americano U.S. Bank indica que o mercado europeu já havia começado a precificar uma paz — e a reagir de forma exagerada às notícias diplomáticas. Quando o negociador ucraniano Kyrylo Budanov sinalizou, em abril, que as negociações poderiam estar próximas de um acordo, ações de defesa europeias como Rheinmetall e BAE Systems despencaram mais de cinco por cento num único dia. O mercado, em outras palavras, está apostando em paz — mas com nervosismo.
O EBRD, o Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento, projeta crescimento de dois vírgula cinco por cento para a economia ucraniana em dois mil e vinte e seis se a guerra continuar. Num cenário de cessar-fogo, esse número subiria para cinco por cento. Essa diferença está embutida nas projeções de analistas que cobrem Europa — e qualquer colapso nas negociações seria um choque para os mercados.
Cenário um — a guerra continua sem cessar-fogo formal em dois mil e vinte e seis. É o cenário que o Polymarket considera mais provável. Nesse caso, os mercados europeus que já precificaram uma recuperação econômica pós-guerra podem sofrer uma correção. Empresas de defesa, que caíram nas últimas semanas com rumores de paz, voltam a ser relevantes. Para quem investe em renda variável europeia, vale monitorar os indicadores de paz com ceticismo — a história recente mostra que cada trégua colapsou rapidamente.
Cenário dois — um cessar-fogo temporário acontece até o Dia da Vitória, em nove de maio. Putin fez a proposta. Trump apoiou. Mas uma pausa de alguns dias não encerra a guerra. Historicamente, a trégua de Páscoa mostrou que pausas curtas são usadas pelos dois lados para reagrupar forças. Um cessar-fogo de nove de maio, se acontecer, pode ser notícia de curto prazo nos mercados — mas não muda a estrutura do conflito.
Cenário três — um acordo de paz mais amplo é fechado antes do quatro de julho. É o cenário que Trump parece perseguir ativamente. Se acontecer, o impacto nos mercados seria significativo: queda no preço do petróleo, recuperação das bolsas europeias, valorização do hryvnia ucraniano. Para quem acompanha mercados emergentes ou fundos de reconstrução europeus, esse é o sinal a monitorar. A probabilidade, segundo os mercados de apostas, ainda é baixa — mas a pressão do calendário americano é um fator que outros conflitos não tinham.
Para o investidor ou leitor que quiser acompanhar esse cenário em tempo real: os mercados do Polymarket sobre cessar-fogo na Ucrânia são um termômetro rápido e, historicamente, mais preciso do que analistas individuais. Ações de defesa europeia — Rheinmetall, BAE Systems, Saab — funcionam como barómetro invertido: sobem quando a paz parece distante, caem quando as negociações avançam. E o preço do petróleo Brent continua sendo o indicador mais sensível a qualquer escalada no Golfo Pérsico que, por sua vez, afeta a disposição americana de se envolver diplomaticamente na Ucrânia ao mesmo tempo.
A guerra tem cinco anos. As apostas têm dinheiro real. E o relógio americano está correndo.
Ao se cadastrar, você ganhará um passe livre de 7 dias grátis para aproveitar tudo que o 12min tem a oferecer.
Agora o 12min também produz conteúdos próprios. 12min Originals é a ferram... (Leia mais)
De usuários já transformaram sua forma de se desenvolver
Média de avaliações na AppStore e no Google Play
Dos usuários do 12min melhoraram seu hábito de leitura
Cresca exponencialmente com o acesso a ideias poderosas de mais de 2.500 microbooks de não ficção.
Comece a aproveitar toda a biblioteca que o 12min tem a oferecer.
Não se preocupe, enviaremos um lembrete avisando que sua trial está finalizando.
O período de testes acaba aqui.
Aproveite o acesso ilimitado por 7 dias. Use nosso app e continue investindo em você mesmo por menos de R$14,92 por mês, ou apenas cancele antes do fim dos 7 dias e você não será cobrado.
Inicie seu teste gratuito



Agora você pode! Inicie um teste grátis e tenha acesso ao conhecimento dos maiores best-sellers de não ficção.